
Quando o assunto é futuro do planeta, vemos diversos documentários que nos advertem e nos deixam apavorados e ao mesmo tempo indignados com o rumo que a humanidade está traçando para si. Com sua ciência, que não para de evoluir, tudo se torna descartável, pois a nossa cultura é de consumir sem pensar em qual o destino que o lixo que produzimos tomará. Falo isso com propriedade, pois na condição de humano sei que os restos produzidos por mim não serão reaproveitados e sim anexados a outras toneladas de dejetos que surgem todos os dias na cidade onde moro.
Infelizmente a mãe natureza terá de digerir todas as sobras exageradas da nossa sede consumista. A pergunta é: Quanto tempo ela levará pra isso? Considerando que cada dia que passa vai se acumulando esse “trabalho”. Quem já viu o filme Wall-e sabe do que falo. Esse é o típico filme de animação para crianças de zero a até 99. Teríamos um mundo um pouco melhor se todos conseguissem captar o mensagem embutida no longa.
A trama se passa no futuro, que pode chegar antes do esperado, pra ser preciso 700 anos a frente do nosso tempo atual. O futuro não me deixa surpreso. Nessa época o lixo já tomou conta do planeta, e a terra se tornou um planeta inabitável, pois a atmosfera já não oferece o clima ideal para a vida da espécie. Dadas essas condições os sobreviventes são enviados ao espaço até que o planeta seja habitável novamente. Aqui na terra são deixados robôs programados para tentar limpar a “bagunça”. Após 700 anos eles não suportam a sujeira e deixam de funcionar, exceto um robozinho que não cessa seu trabalho, pois se adapta as condições. Com todo o tempo do mundo nas mãos ele passa a juntar artefatos de uma raça que nem chegou a conhecer, porem muito o interessa. Com uma personalidade e consciência própria, Wall-e (Waste Allocation Load Lifters - Earth-Class, em português, (Levantadores de Carga para Alocação de Lixo - Classe 'Terra'), se sente solitário pois está sozinho, seu único companheiro é uma baratinha, mas isso está prestes a mudar com a chegada de EVA, a Examinadora de Vegetação Alienígena (EVE em ingles), . Uma robozinha com caracteristicas femininas que veio com a missão de checar se a terra já pode ser habitada novamente por humanos. A partir dai a historia se desenrola.
Uma das vantagens de ter um filme de animação com uma mensagem conscientizadora, é que passada de uma maneira mais “light” e cômica, como só a animação faz, nós podemos nos identificar mais com a situação. Quando vemos um documentario com essa temática, ficamos aterrorizados e logo tratamos de esquecer pois além de ser chocante demais, já estão se tornando clichê. Os criadores de Wall-e conseguiram criar uma criatura extremamente simpatica e emocionante, sua forma robotica não o faz menos doce do que um animalzinho desses que temos de estimação. Pessoalmemte eu me identifiquei por que entre outros motivos, a forma com que ele interage lembra muito cachorro, os trejeitos as caras que expressam os sentimentos fazem de Wall-e uma figura sem igual.
A nossa maior esperança é que assim como no filme, a raça humana tenha mais uma oportunidade de recomeçar de maneira mais consciente, pois as mudanças geradas por nós no planeta já são visiveis, e começaram a se mostrar em forma de catastrofes naturais, isso pode ser a fúria da natureza, um alerta ou um pedido de socorro, o que importa é que talvez ainda haja tempo para retroceder e temtar conviver em harmonia com a natureza.
